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O Rio de Janeiro recebe, em dezembro, uma iniciativa inédita e gratuita voltada para a pesquisa e a formação em dança vertical: o projeto Estúdio de Danças Aéreas, idealizado pelos artistas circenses e atores Tayara Maciel, Kauane Ribeiro e Felipe de Góis. A ação acontece na Fundição Progresso, na Lapa, e busca fortalecer a cena das danças aéreas cariocas, criando pontes com importantes referências do país — especialmente de São Paulo.
A prática da dança vertical, que combina técnicas de escalada, rapel e dança aérea, amplia as possibilidades de relação entre corpo, arquitetura e espaço urbano. Corridas nas paredes, deslocamentos suspensos e movimentos que evocam voo e suspensão constroem uma poética própria, que dialoga diretamente com a paisagem contemporânea das cidades.
Coordenado pedagogicamente por Adelly Costantini, o projeto reúne profissionais do Rio e de São Paulo em um ambiente de pesquisa, formação e troca. A equipe técnica conta ainda com o olhar do rigger e cenotécnico Marcos Babu, garantindo segurança e precisão na montagem dos equipamentos e práticas.
Intercâmbio Rio x São Paulo
O Estúdio de Danças Aéreas recebe nomes fundamentais da dança vertical no Brasil, como Mônica Alla, artista com formação na Holanda e fundadora do Grupo Ares. Sua pesquisa, iniciada em 1999, marcou caminhos importantes na linguagem aérea e na investigação de diferentes suportes — elásticos, rapel, cordas verticais e horizontais.
Outra convidada é Gabriela Bagno, diretora, bailarina e acrobata aérea, com formação na escola Aérea, de Brenda Angiel, especialização no Vertical Dance Centre (Itália) e residência na Abismo Danza (Buenos Aires). Diretora da Cia Vértigo, Bagno integra também o elenco do Grupo Ares.
Com elas, instrutores do Rio — como Lana Borges, Paulo Mazzoni e a própria Adelly Costantini — completam a grade, ampliando referências e fortalecendo o circuito nacional das danças aéreas.
“A proposta é criar um espaço de trocas e experimentações que fortaleça a pesquisa da dança vertical no Rio, que ainda enfrenta muitos desafios estruturais”, afirma Kauane Ribeiro, uma das idealizadoras.
Arte, corpo e espaço urbano
As oficinas priorizam a diversidade de formações e a integração entre linguagens. “Esse encontro amplia não só a técnica e a performance, mas também as percepções sobre corpo, arquitetura e cidade”, comenta o multiartista Felipe de Góis.
O projeto também promove reflexões sobre como a dança vertical transforma a relação com o espaço urbano, aproximando arte, comunidade e território — dimensão central para o trabalho dos artistas envolvidos.
Acessibilidade e democratização
Com o objetivo de democratizar o acesso às artes circenses, o projeto reserva:
- 40% das vagas para ONGs parceiras e moradores de regiões periféricas do Rio
- 10% das vagas para pessoas com deficiência
O Estúdio contará ainda com monitor PCD durante as oficinas e uma maquete tátil para que participantes com deficiência visual possam explorar o espaço e compreender a dinâmica da dança vertical de forma sensorial.
A escolha da Fundição Progresso como sede potencializa o alcance da ação: um espaço histórico, acessível, conectado à memória da arte circense no Rio e com infraestrutura preparada para práticas aéreas.
SERVIÇO
📍 Projeto Estúdio de Danças Aéreas
Onde: Fundição Progresso
R. dos Arcos, 24 a 50 • Lapa • Rio de Janeiro
🎭 Oficina com Cláudio Baltar
Local: Fundição Progresso
Datas: 13 e 14 de dezembro de 2025 (sábado e domingo)
Horário: 15h às 18h
Gratuito


