“Cartas para uma Jovem Gorda”, da Zona Agbara, ocupa espaços públicos de São Paulo até 4 de março de 2026

Foto: Divulgação

Após estreia na Estação São Bento do Metrô, a Zona Agbara inicia nova temporada da instalação-performance “Cartas para uma Jovem Gorda”, que ocupa estações e espaços públicos de São Paulo até o dia 4 de março de 2026, com entrada gratuita.

O coletivo, que investiga a violência contra corpos femininos negros e gordos, realiza uma ação urbana em que intérpretes-criadoras entregam cartas escritas por mulheres gordas, negras e ativistas. As cartas são compostas por palavras de cuidado, enfrentamento e amor radical.

Entre trios, duos e solos, os corpos dançam como manifestos vivos, desafiando padrões estéticos e ressignificando a beleza como experiência plural. Inspirada no poema “Eu-Mulher”, de Conceição Evaristo, a performance transforma o espaço urbano em território de escuta, cura e reexistência.

A proposta nasce da urgência de evidenciar as marcas invisíveis da gordofobia institucionalizada — violência estrutural que impacta direitos básicos como saúde, mobilidade e pertencimento.

“Quando uma mulher gorda dança, ela reordena o espaço. Seu corpo não pede licença, ele funda outro modo de existir”, afirma Gal Martins, diretora artística da Zona Agbara.

Há nove anos, o coletivo investiga a ideologia estética como mecanismo de controle social e se contrapõe a ela por meio da dança. Em Cartas para uma Jovem Gorda, o corpo é pensamento, rito e revolta.

Durante duas horas de ocupação urbana, a coreografia mescla dança, presença e intervenção. Cada carta entregue se torna um gesto simbólico de devolução de humanidade a corpos historicamente reduzidos a rótulos.

A provocação coreográfica é assinada por Suzana Araúja, que destaca: “Cada carta é também um espelho. É sobre reconstruir autoestima como ferramenta de liberdade.”

As cartas são escritas por artistas, pensadoras e ativistas gordas e negras, além de participantes dos laboratórios de criação realizados no 5º Encontro Corpo Gordo na Cena, dirigido pelo grupo.

A obra integra o projeto Poéticas da Flacidez – Segundo Rito, contemplado pela 37ª edição do Programa Municipal de Fomento à Dança para a Cidade de São Paulo, da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa.


Sobre a Zona Agbara

Zona Agbara é um coletivo artístico que afirma a visibilidade e valorização da produção de mulheres pretas e gordas, tendo a dança como ferramenta central de transgressão estética e afirmação social.

“Agbara”, em iorubá, significa potência e força — princípios que orientam a trajetória do grupo.

Categoria: Espetáculos


SERVIÇO

📍 O quê
Instalação-performance Cartas para uma Jovem Gorda
Zona Agbara

🎟️ Entrada
Gratuita | Classificação Livre

⏱️ Duração
120 minutos

📅 Próximas apresentações

📌 Praça do Campo Limpo
26 de fevereiro – 10h e 15h
27 de fevereiro – 10h
Rua Dr. Joviano Pacheco de Aguirre, 30 – Campo Limpo – SP

📌 Escadaria do Theatro Municipal de São Paulo
4 de março – 10h e 15h
Praça Ramos de Azevedo, s/nº – República – SP

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