Foto de Scott Serio
A bailarina brasileira Ingrid Silva foi destaque em uma reportagem publicada pelo jornal The New York Times, que reuniu nove mulheres de diferentes áreas para refletir sobre liderança e as lições aprendidas ao longo de suas trajetórias profissionais.
Na matéria, publicada às vésperas do Dia Internacional da Mulher, artistas, empreendedoras e líderes de diferentes setores compartilham conselhos moldados por suas experiências pessoais e profissionais. A participação de Ingrid Silva coloca a dança brasileira em evidência dentro de uma conversa global sobre liderança feminina.
Para a bailarina, refletir sobre liderança também significa olhar para sua própria trajetória no balé e para os caminhos que precisou abrir dentro de um universo historicamente marcado por padrões estéticos e sociais restritos.
Do Rio de Janeiro para o cenário internacional
Nascida no Rio de Janeiro, Ingrid Silva iniciou seus estudos de balé aos 8 anos, em um projeto social voltado para crianças de comunidades que não tinham acesso à formação artística.
Ao longo de sua formação, passou pela Escola de Dança Maria Olenewa, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, e também trabalhou com importantes nomes da dança brasileira antes de seguir carreira internacional.
Aos 18 anos, mudou-se para Nova York após conquistar uma bolsa para estudar no Dance Theatre of Harlem, companhia reconhecida por valorizar a presença de bailarinos negros no balé clássico.
Em 2013, ingressou oficialmente no elenco da companhia, onde atua até hoje e se tornou uma das artistas brasileiras mais reconhecidas no circuito internacional do balé.
Arte, representatividade e ativismo
Além da carreira nos palcos, Ingrid Silva também se tornou uma voz ativa em discussões sobre diversidade e representatividade no balé.
Ela é cofundadora do projeto Blacks in Ballet, iniciativa que amplifica as histórias e trajetórias de bailarinos negros ao redor do mundo.
Ao longo dos anos, a bailarina também tem chamado atenção para questões como a falta de sapatilhas de ponta adequadas para diferentes tons de pele — prática que a levou, por exemplo, a tingir suas próprias sapatilhas para que combinassem com seu tom de pele.
Uma voz da dança brasileira no debate global
Ao integrar a reportagem do New York Times sobre liderança feminina, Ingrid Silva passa a figurar ao lado de mulheres de diversas áreas que discutem caminhos para transformar seus campos de atuação.
Sua presença reforça a importância da dança e da cultura como espaços de liderança, influência e transformação social, ampliando a visibilidade da produção artística brasileira no cenário internacional.


