“Modos de Existir” chega ao 12º módulo no Sesc Santo Amaro, em São Paulo, de 16 a 26 de abril

Foto: SerTÃOmar
Crédito: Charles Trigueiro 

O projeto “Modos de Existir”, realizado desde 2012 no Sesc Santo Amaro, apresenta seu 12º módulo entre os dias 16 e 26 de abril, com uma programação que investiga as múltiplas formas de existência da dança no espaço cultural.

Nesta edição, a proposta parte do diálogo entre o ancestral e o contemporâneo, reunindo espetáculos, vivências, intervenções, encontros, bate-papos e workshops. A curadoria é compartilhada por Marcos Villas Boas, Maitê Neris de Lacerda Soares, Talita Rebizzi, Fabiano Maranhão e Silvana de Jesus.

Segundo Silvana de Jesus, mestra em artes da cena, a ideia é compreender a tradição como uma força viva:
“Não como algo parado no tempo, mas como cultura pulsante, que se transforma e se adapta.”

Dança como linguagem expandida

O projeto evidencia um movimento importante da dança contemporânea: artistas e coletivos ampliam suas atuações, deixando de ser apenas criadores para se tornarem também agentes de reflexão, formação e transformação social.

A programação valoriza a diversidade de corpos, gêneros, raças, etnias e faixas etárias, propondo um espaço onde diferentes estéticas e experiências coexistem — tanto no palco quanto nas comunidades.


Destaques da programação

Entre os espetáculos, o Núcleo Iêê apresenta Tudo o Que a Boca Come (16/4), abordando a fome e as contradições sociais a partir da capoeira e da poesia.

No dia 17/4, o grupo Gumboot Dance Brasil apresenta Estalo, inspirado na dança sul-africana criada nas minas de ouro, ressignificada no corpo negro brasileiro.

Já a Cia Dual apresenta Pavão Misterioso (18/4), unindo dança e teatro de bonecos em uma narrativa construída por camadas.

A Clarin Cia de Dança traz Fênix (23/4), com referências à cultura periférica, incluindo funk e passinho, enquanto o Núcleo Pé de Zamba apresenta SerTÃOmar (24/4), inspirado na ancestralidade bantu e na cosmogonia bacongo.

Outro destaque é Cordeiros (25/4), de Alan Ferreira e Tony Hewerton, que reflete sobre desigualdade social a partir da figura do trabalhador que delimita o espaço do trio elétrico no carnaval.


Vivências, encontros e cultura tradicional

Além dos espetáculos, o projeto inclui experiências imersivas e ações formativas.

Entre elas:

  • Toré, ritual da etnia Pankararu (16/4)
  • Encantos Amazônicos, com Yandê Transpará (18/4)
  • Encontro indígena (19/4)
  • Encontro africano (25/4)
  • Vivências como rodas de jongo, samba de roda, danças urbanas e baile com DJs (26/4)

A programação também inclui bate-papos sobre processos criativos e valores ancestrais, ampliando o diálogo entre arte, cultura e sociedade.


Música e programação para diferentes públicos

A música também integra o projeto, com apresentação do grupo Mestre Ambrósio (18/4), referência do movimento manguebeat, conhecido por unir música, teatro e dança.

Há ainda espetáculos voltados ao público infantil, como Aguaceiro de Menino Bentu (19/4) e Samba Gigante Pra Gente Miúda (26/4), ampliando o acesso e o diálogo com diferentes gerações.


SERVIÇO 🎭

📍 Projeto “Modos de Existir” – 12º módulo

🗓️ 16 a 26 de abril de 2026
📍 Sesc Santo Amaro

🎟️ Programação com atividades gratuitas e ingressos pagos
🎫 Ingressos: via aplicativo Credencial Sesc SP e bilheterias

📲 Mais informações:
https://www.sescsp.org.br

Visão geral de privacidade
Este site usa cookies para que possamos fornecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.