Foto: Inaê Silva
Crédito: Luara Olivia
A CAIXA Cultural Recife recebe, entre os dias 16 e 26 de abril de 2026, a 3ª edição do Terreiro Encantado – Festival para as Infâncias, uma cartografia de afetos e ancestralidade que ocupa o centro histórico da capital pernambucana.
Com 22 atividades gratuitas, o festival reúne espetáculos, oficinas, vivências e cortejos, propondo a consolidação das matrizes negras e indígenas no imaginário infantil.
Sob a curadoria do bailarino e pesquisador Orun Santana, o projeto parte da cultura popular como uma força viva e em constante transformação. Longe de uma visão museológica das tradições, o festival propõe um olhar sensível sobre permanência e reinvenção.
“A tradição sempre negocia com o lugar da permanência e da transformação. Ela se remodela e se reformula”, afirma o curador.
Ancestralidade e transmissão de saberes
O Terreiro Encantado homenageia duas figuras fundamentais da cultura pernambucana: Vilma Carijós e Elvira Gusmão, da Quadrilha Junina Rosalinda Linda Rosa.
Suas trajetórias simbolizam uma pedagogia baseada na vivência coletiva, em que o aprendizado se constrói no gesto, no ritmo e na experiência comunitária.
Infâncias, inclusão e experiências sensoriais
A terceira edição do festival coloca a acessibilidade e o pertencimento como pilares centrais.
Entre os destaques está o espetáculo Miudezas, em que Carol Levy conduz bebês a experiências sonoras voltadas à primeiríssima infância.
No campo da inclusão, a Cia. Etc. apresenta TANDAN, proposta cênica pensada para o sentir de pessoas cegas, além de contar com ações em Libras em diversas atividades.
O festival reafirma, assim, o direito de todas as crianças à arte — entendidas como guardiãs das memórias e das imaginações do futuro.
Ocupação urbana e cultura viva
Um dos eixos do festival é a ocupação do espaço urbano, levando a arte para além dos espaços institucionais.
No dia 18 de abril, o destaque é o cortejo do Bloco Rural Estrelinha, que parte da Praça do Arsenal, articulado pela pesquisadora Inaê Silva, seguido pelo show da Orquestra Malassombro.
Já no dia 19, Dia dos Povos Indígenas, o festival promove uma vivência com o grupo Wadja Fulni-ô, no Marco Zero, seguida pelo Coco do Pneu Mirim.
Encerramento com cosmogonia africana
O festival se encerra no dia 26 de abril com o espetáculo Orixás em Verso e Prosa, de Mari Bigio.
A obra traduz, para o universo infantil, narrativas da cosmogonia africana — histórias sobre a origem do mundo e dos seres — a partir de contos de Ifá e do Candomblé.
SERVIÇO 🎭
📍 CAIXA Cultural Recife
📌 Av. Alfredo Lisboa, 505 – Bairro do Recife
📅 16 a 19 de abril | 23 a 26 de abril de 2026 (quinta a domingo)
⏰ Horários: conforme programação
🎟️ Gratuito
- Atividades de rua: livres
- Espetáculos: retirada 1h antes na bilheteria
- Oficinas: inscrição no site
👤 Classificação: Livre
🔗 Programação completa:
https://drive.google.com/file/d/1hf6A03UO9yRl7fEtX6APZvmhA7Uj4px3/view
🔗 Informações: @caixaculturalrecife


