Foto de Icaro Moreno
Embora não seja uma pauta exclusivamente de dança, a matéria dialoga fortemente com o universo das artes do corpo, da performance, da ancestralidade afro-indígena e das investigações contemporâneas sobre movimento, oralidade e corporeidade. Para o público do ClickOnDance, faz sentido principalmente pelo cruzamento entre artes visuais, corpo, ritmo, performance e cultura afrodiaspórica.
A partir de 30 de maio de 2026, o projeto “Oríenxadigma” inicia circulação por quatro regionais de Belo Horizonte, promovendo um encontro entre as obras dos artistas afrodiaspóricos Fernando Costaa e Babilak Bah.
A exposição reúne dez gravuras da série “Origrafias” e dez esculturas em ferro chamadas “Enxadigmas”, propondo reflexões sobre ancestralidade, memória afrodiaspórica, cosmologia africana, orixás, trabalho e luta quilombola pela terra.
A abertura acontece no dia 30 de maio, às 14h30, no Centro Cultural Venda Nova. A circulação segue ainda pelo Centro de Referência da Cultura Popular e Tradicional Lagoa do Nado, Centro Cultural Padre Eustáquio e Centro Cultural Usina da Cultura.
Concebida a partir dos encontros cotidianos entre os artistas na cena cultural belo-horizontina, a mostra nasce do reconhecimento de afinidades estéticas, espirituais e políticas entre suas produções.
“Ambos discutimos elementos da cosmovisão afrodiaspórica como Orixás e ancestralidade”, afirma Fernando Costaa.
Já Babilak Bah destaca que o projeto surge também de uma experiência coletiva de troca e criação: “Dos encontros entre dois homens negros no ônibus surgiu a decisão de unir nossos trabalhos, resultando em uma experiência potente e significativa.”
As esculturas “Enxadigmas”, criadas por Babilak Bah, transformam enxadas em composições metálicas que evocam simultaneamente ferramentas de trabalho, instrumentos musicais e símbolos de resistência negra. As obras dialogam com memórias da escravidão, da mineração e das culturas africanas transplantadas para o Brasil.
Já as “Origrafias”, de Fernando Costaa, apresentam rostos ancestrais que emergem como arquivos vivos da memória afrodiaspórica. Inspiradas no conceito yorubá de Orí, as gravuras articulam passado, presente e futuro através de imagens que operam como dispositivos de memória e identidade.
Além da exposição, o projeto promove oficinas e ações formativas que ampliam o diálogo entre arte, território e comunidade. Entre elas estão as oficinas “Plantas Afrodiaspóricas”, ministradas por Fernando Costaa, e “Laboratório de Linguagem: ritmo, corpo e palavra”, conduzida por Babilak Bah.
As atividades reforçam o caráter interdisciplinar do projeto, aproximando artes visuais, ritmo, palavra, performance e corporeidade.
Encerrando o ciclo, o projeto recebe no Dia da Consciência Negra, em 20 de novembro, uma palestra da pesquisadora, dramaturga e professora emérita da UFMG Leda Maria Martins, cuja obra inspira parte da construção conceitual da exposição.
🔗 Instagram oficial:
https://www.instagram.com/orienxadigma/
SERVIÇO 🎭
🖼️ Exposição “Oríenxadigma” — Fernando Costaa e Babilak Bah
🎟️ Entrada gratuita
📍 Centro Cultural Venda Nova
📅 De 30 de maio a 30 de junho de 2026
📍 Centro de Referência da Cultura Popular e Tradicional Lagoa do Nado
📅 De 4 de julho a 4 de agosto de 2026
📍 Centro Cultural Padre Eustáquio
📅 De 12 de setembro a 5 de outubro de 2026
📍 Centro Cultural Usina da Cultura
📅 De 7 de novembro a 7 de dezembro de 2026
Oficinas
🌿 “Plantas Afrodiaspóricas” — Fernando Costaa
📅 20 de junho
🕙 10h às 12h
📍 Centro Cultural Venda Nova
🥁 “Ritmo, Corpo e Palavra” — Babilak Bah
📅 25 de julho
🕙 10h às 12h
📍 Lagoa do Nado
🌿 “Plantas Afrodiaspóricas” — Fernando Costaa
📅 14 de novembro
🕙 10h às 12h
📍 Centro Cultural Usina da Cultura
🎤 Palestra com Leda Maria Martins
📅 20 de novembro — Dia da Consciência Negra
🕙 10h às 11h30
📍 Centro Cultural Usina da Cultura
🔗 Mais informações:
https://www.instagram.com/orienxadigma/


