Foto de Carol Spork
O espetáculo “Gbin”, mais recente criação da Cia Xirê, chega ao Sesc Nova Iguaçu no dia 31 de maio, às 16h, propondo uma experiência de dança contemporânea voltada para crianças, jovens e famílias, atravessada por referências afro-indígenas e pela valorização da diversidade de corpos e movimentos.
A obra parte da palavra iorubá “Gbìn” (bîn), que significa “plantar” ou “semear”, conceito que orienta toda a criação. A proposta é justamente semear novos olhares, aproximando o público de gestos, ritmos e presenças que ainda aparecem pouco nas cenas massivas de dança, tanto nos palcos quanto nas mídias virtuais, televisivas e cinematográficas.
Ao trazer para o centro da cena corpos fenotipicamente e culturalmente afro-indígenas, o espetáculo amplia o repertório sensível do público e convida especialmente as crianças a reconhecerem diferentes formas de expressão corporal, valorizando a pluralidade de culturas, narrativas e estéticas que compõem o universo da dança.
“A dança pode nos aproximar muito mais do que poderíamos imaginar, promovendo a redução das desigualdades a partir do encontro, em dança, dos olhares de crianças com corpos fenotipicamente e culturalmente afro indígenas, bem como às qualidades de movimento que brotam desses corpos”, afirma a diretora e coreógrafa Andrea Elias.
Contemplado no Edital Sesc Pulsar O Corpo Negro, “Gbin” possui um recorte temático marcadamente afro-indígena e reúne uma ficha técnica predominantemente composta por artistas negros. A criação dialoga ainda com o conceito de “oralitura”, desenvolvido pela pesquisadora Leda Martins, onde atravessamentos e cruzos promovem o acontecimento artístico.
“‘Gbin’ nasce do desejo de aproximar corpos em suas diversidades num momento no qual estes são convocados a se manterem à distância. Esta aproximação fala não apenas da fisicalidade, mas também da diversidade cultural e subjetiva, da convicção no poder que tem a dança de conectar corpos em suas diferenças e afirmar suas potências”, acrescenta Andrea Elias.
Criado especialmente para o público infantil, o espetáculo atravessa questões centrais da linguagem da dança contemporânea em diálogo com o olhar lúdico da infância, investigando novas formas de recepção e conexão com o público infantojuvenil.
Andrea destaca ainda o papel da Cia Xirê na democratização da dança contemporânea ao longo de mais de duas décadas de trajetória.
“Nosso compromisso vai além de colocar um espetáculo em cena. A gente busca, de forma contínua, criar caminhos reais de aproximação entre a dança contemporânea e o público, especialmente aqueles que ainda estão em processo de formação e descoberta. Democratizar o acesso é entender que nem todos se sentem pertencentes a esses espaços, e por isso trabalhamos para romper essas barreiras, ocupar novos territórios e estimular o olhar, a sensibilidade e o interesse de diferentes pessoas pela arte”, finaliza a diretora.
Sobre a Cia Xirê
Criada em 2003 por Andrea Elias, a Cia Xirê é uma companhia de dança contemporânea dedicada à pesquisa da construção cênica através do movimento. Suas primeiras produções resultaram em espetáculos de dança-teatro voltados para crianças, tendo como uma de suas principais motivações a comunicabilidade com o público através do corpo do ator-bailarino em ação.
A companhia já circulou por países como Argentina, Brasil, Equador, Alemanha, Índia, Itália e Espanha, mantendo como objetivo a democratização da dança contemporânea junto aos mais diversos públicos, especialmente crianças e seus acompanhantes.
Entre os trabalhos da companhia destacam-se “Ciranda” (2003), “Quando Crescer, Eu Quero Ser…” (2006), “Entrelace” (2011), “Dingling” (2016), “Esther Williams não quer mais nadar…” (2012) e “Isto é sobre liberdade: o que você ainda lembra sobre ela?” (2016), além de projetos de pesquisa, residências artísticas e ações pedagógicas como o workshop “Do Jogo pra Dança”, a exposição interativa “Pode Mexer!” e a caixa pedagógica “Cadê a Dança?”.
Ficha Técnica
Concepção, direção e coreografia: Andrea Elias
Criação e performance: Aline Bernardi, Andrea Elias, Fagner Santos e Luna Leal
Figurino: Carla Ferraz
Trilha sonora original: PC Castilho
Desenho de luz: Eduardo Albergaria
Programação visual: Miguel Carvalho
Fotos: Carolina Spork
Costureira: Ateliê das Meninas
Áudio descrição: Mônica Ruiz
Consultoria de áudio descrição: Moira Braga
Mestra de balé: Helena Matriciano
Assessoria de imprensa: Alessandra Costa
Produção executiva: Aloisio Antunes
Produção: Trânsito Produções Culturais
Realização: Cia de Dança Teatro Xirê / Sesc Pulsar RJ
Parceria: Escola e Faculdade Angel Vianna / Teatro Municipal Carlos Gomes
SERVIÇO 🎭
Espetáculo: “Gbin” – Cia Xirê
📅 Data: 31 de maio de 2026
🕓 Horário: 16h
📍 Local: Sesc Nova Iguaçu
🎟 Ingressos:
• R$ 15,00 (inteira)
• R$ 7,50 (meia-entrada prevista em lei, estendida a professores e classe artística mediante apresentação de registro profissional e programa Mesa Brasil)
• R$ 13,50 (convênio)
• R$ 10,50 (credencial plena)
• Gratuito para público PCG
🔗 Mais informações: Sesc RJ


