Balé da Cidade de São Paulo estreia “CORO UMBRAL” e “até que se abra tudo” em São Paulo de 20 a 28 de junho de 2026

Foto: CORO UMBRAL. 
Crédito: Larissa Paz

Após uma bem-sucedida turnê pelo México, o Balé da Cidade de São Paulo retorna aos palcos com sua segunda temporada de 2026, apresentando duas estreias inéditas: CORO UMBRAL, da coreógrafa colombiana Andrea Peña, e até que se abra tudo, da brasileira Michelle Moura.

As apresentações acontecem entre os dias 20 e 28 de junho, na Sala de Espetáculos do Theatro Municipal de São Paulo.

Reunindo duas artistas em momentos importantes de suas trajetórias, o programa convida o público a mergulhar em investigações sobre coletividade, transformação, percepção e presença, por meio de universos coreográficos distintos, mas atravessados pela reflexão sobre o corpo contemporâneo.

CORO UMBRAL

Criada por Andrea Peña, a obra se apresenta como um encontro coreográfico em que corpos se reúnem à beira da transformação.

A partir de imaginários latino-americanos, arquiteturas rituais e forças estéticas associadas ao Sul Global, a coreógrafa constrói uma paisagem em constante deslocamento, onde o coletivo assume simultaneamente a condição de indivíduo e monumento.

Interpretada por um grande elenco do Balé da Cidade, a criação investiga estados de acúmulo, resistência e ressurgimento.

Segundo Peña, os corpos se fundem, se fraturam, sustentam e desestabilizam uns aos outros por meio de sistemas coreográficos densamente físicos, borrando as fronteiras entre indivíduo e coro, caos e cerimônia.

A obra conta com direção e concepção da própria Andrea Peña, assistência de Rebecca Margolick e trilha sonora assinada por Rodolfo Rueda (CIBER1A) e Coppélia LaRoche-Francoeur.

Andrea Peña

Nascida na Colômbia e radicada em Montreal, Andrea Peña desenvolve uma prática multidisciplinar que articula coreografia, design e arte instalativa.

Fundadora da companhia Andrea Peña & Artists, a criadora investiga relações entre corpos, materialidades e sistemas performativos, em trabalhos marcados por sua herança indígena e por sua formação em design industrial e moda.

até que se abra tudo

Na criação de Michelle Moura, o corpo surge como matéria porosa, atravessada por forças externas e internas que escapam ao controle.

A obra parte da ação de abrir como elemento mobilizador da gestualidade, dos estados emocionais e da própria composição coreográfica.

“Além de um ato físico, abrir é um processo de transformação e metamorfose”, afirma a coreógrafa.

O trabalho propõe uma reflexão sobre um contexto em que emoções, desejos e afetos são constantemente capturados e transformados em recursos de exploração.

Em uma das imagens centrais da obra, Moura afirma: “Num tempo em que emoções e desejos são extraídos e capitalizados, servindo de combustível a uma máquina extenuante, o petróleo e o lítio somos nós. O buraco na terra é o buraco no peito”.

A cena é construída como um território de pulsações, transformações sutis e deslocamentos perceptivos, no qual corpos se aproximam da ideia de bando, suspensão e abismo.

Além da concepção e coreografia de Michelle Moura, a obra conta com dramaturgia de Maikon K e trilha sonora executada ao vivo por Kaj Duncan.

Michelle Moura

Radicada em Berlim, Michelle Moura iniciou sua formação na Universidade Estadual do Paraná (Unespar) e aprofundou seus estudos no CNDC d’Angers, na França, e no programa Das Choreography, na Holanda.

Sua pesquisa artística investiga representações do feminino e do humano por meio de estratégias coreográficas baseadas em repetição, deslocamento, estranhamento e transformação.

Novo diretor artístico

A temporada marca também um momento importante para a companhia: a chegada de Luiz Fernando Bongiovanni à direção artística do Balé da Cidade de São Paulo.

Bailarino por mais de duas décadas, com trajetória em companhias da Suécia, Holanda e Suíça, Bongiovanni já integrou o próprio Balé da Cidade antes de construir uma carreira internacional.

No Brasil, atuou como coreógrafo e colaborador de importantes grupos, incluindo a São Paulo Companhia de Dança, o Balé Teatro Guaíra, o Balé Teatro Castro Alves, o Balé da Cidade de Niterói e o Balé Municipal do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Entre 2021 e 2026 dirigiu o Balé Teatro Guaíra, período em que criou obras como Romeu e Julieta, Carmen, O Lago dos Cisnes, Lendas Brasileiras, O Quebra-Nozes e Orfeu e Eurídice. Em 2025, a companhia recebeu o Prêmio APCA de Melhor Elenco sob sua direção.

SERVIÇO

📍 Local: Sala de Espetáculos do Theatro Municipal de São Paulo

📍 Endereço: Praça Ramos de Azevedo, s/nº – Centro – São Paulo (SP)

📅 Temporada: 20 a 28 de junho de 2026

Sessões:

  • 20 e 21 de junho, às 17h
  • 25 e 26 de junho, às 20h
  • 27 e 28 de junho, às 17h

🎟️ Ingressos: de R$ 13 a R$ 100

Duração: aproximadamente 1h40, com intervalo

🔞 Classificação indicativa: 16 anos

🎭 Programa: CORO UMBRAL e até que se abra tudo

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