Foto: Bettina Dalcanale / Divulgação
O maior festival de violoncelos do Brasil está de volta. Entre os dias 8 e 16 de agosto de 2026, o Rio Cello realiza sua 32ª edição, transformando museus, jardins, igrejas e espaços culturais do Rio de Janeiro em grandes palcos para a música de concerto. Antes disso, o festival faz sua abertura em Volta Redonda, nos dias 6 e 7 de agosto, mantendo uma programação totalmente gratuita — com exceção do tradicional concerto VIOLONSALADA, na Sala Cecília Meireles.
Criado pelo violoncelista inglês David Chew, radicado no Brasil há mais de quatro décadas, o Rio Cello tornou-se uma referência na democratização da música clássica. Em mais de 30 anos, o festival já reuniu mais de 500 mil espectadores, levando concertos a espaços emblemáticos como o Theatro Municipal, Cristo Redentor e Museu do Amanhã, além de estações de metrô e comunidades como Complexo da Maré, Dona Marta e Pavão-Pavãozinho.
Cello Dance celebra 20 anos aproximando música e dança
Para o público da dança, a grande atração da edição de 2026 é a comemoração dos 20 anos do Cello Dance, projeto que une violoncelo e movimento e que, ao longo de duas décadas, levou apresentações para teatros, praças, museus e espaços públicos.
A abertura do festival, no dia 8 de agosto, às 11h, nos Jardins do Museu da República, homenageará Tom Jobim e Vinicius de Moraes, reunindo o violoncelista Lui Coimbra, os violinistas Karolin Broosch e Thiago Cosmo, além da bailarina Chris Cecconelo, em uma apresentação ao ar livre.
O encerramento, em 16 de agosto, também nos Jardins do Museu da República, marca um dos momentos mais aguardados da programação: o retorno da bailarina Bettina Dalcanale, primeira bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e a primeira artista a participar do Cello Dance. Ela interpretará “O Canto do Cisne Negro”, de Heitor Villa-Lobos, acompanhada pelo violoncelo de David Chew.
A celebração contará ainda com apresentações do grupo Cello Popular, performances dos bailarinos Danilo D’Alma, Will Freitas, Felipe Padilha, Inês Carijó e Monica Burity, além da obra “Três Filósofos”, composta especialmente para o festival pelo violoncelista norte-americano Dave Haughey.
Cello Kids estreia aproximando crianças da música de concerto
Outra novidade da programação é o lançamento do Cello Kids, iniciativa voltada à formação musical infantil.
No dia 15 de agosto, o Museu da República recebe apresentações da Escolinha de Música Rio Cello, oficinas interativas com jovens violoncelistas e atividades voltadas às famílias, além da participação do Coral das Marés.
Segundo David Chew, a proposta é despertar o interesse das novas gerações pela música de concerto desde cedo.
“Queremos incentivar os pequenos a tocar em conjunto, nessa grande família de violoncelos. A cultura começa desde pequeno”, destaca o fundador do festival.
Programação reúne música clássica, popular e improvisação
Ao longo de nove dias, o Rio Cello apresenta uma programação diversificada, transitando entre o repertório clássico, a música popular brasileira, o jazz e o tango.
Entre os destaques estão:
- estreia do violoncelista e cantor Lui Coimbra no festival;
- apresentações do Trio in Uno, dedicado à improvisação;
- concerto “Bach a Tango”, reunindo Blas Rivera, David Chew, Bernardo Fantini e Juliana Franco;
- encontro entre Mauro Senise, Gilson Peranzzetta e David Chew;
- concertos do Cello Popular;
- apresentações da Orquestra de Cordas da Grota e da Orquestra de Cordas de Volta Redonda;
- programação barroca com o projeto Cello Baroque.
O encerramento da programação musical acontece com o tradicional VIOLONSALADA, espetáculo que reúne diversos artistas participantes da edição em apresentações surpresa. O concerto será realizado na Sala Cecília Meireles, no dia 15 de agosto, sendo a única atividade paga do festival, com ingressos a preços populares.
Festival mantém vocação de ocupar a cidade
Desde sua criação, o Rio Cello consolidou uma proposta que ultrapassa os espaços tradicionais da música de concerto. A cada edição, jardins, museus, igrejas, praças e centros culturais tornam-se palco para apresentações gratuitas, aproximando diferentes públicos da música instrumental.
Em 2026, a programação acontece em locais como o Museu da República, Casa Museu Eva Klabin, Espaço Cenáculo, Igreja da Candelária e Sala Cecília Meireles, além de atividades em Volta Redonda.
Serviço
Rio Cello – 32ª edição
📅 Volta Redonda: 6 e 7 de agosto de 2026
📅 Rio de Janeiro: 8 a 16 de agosto de 2026
📍 Locais: Museu da República, Casa Museu Eva Klabin, Espaço Cenáculo, Igreja da Candelária, Sala Cecília Meireles e outros espaços culturais.
🎟️ A programação é gratuita, com exceção do concerto VIOLONSALADA (15 de agosto, Sala Cecília Meireles), com ingressos a R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).
🔗 Programação completa e atualizações: @riocellooficial.


