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A São Paulo Companhia de Dança (SPCD) apresenta, de 6 a 8 de novembro de 2026, no Teatro do Sesc Guarulhos, uma temporada que reúne três obras contemporâneas: Aperture, de Edward Clug; EST.AÇÃO, de Lili de Grammont; e a estreia de Fishy, primeira criação do coreógrafo israelense Nadav Zelner para a companhia.
O programa evidencia a versatilidade do elenco ao aproximar três diferentes perspectivas coreográficas, que investigam as relações humanas, as transformações da vida e as possibilidades expressivas do movimento.
Com direção artística de Inês Bogéa e codireção de Milton Coatti, a companhia apresenta trabalhos que exploram diferentes linguagens da dança contemporânea, combinando pesquisas de movimento, musicalidade e construção dramatúrgica.
Fishy: música indiana, movimento e celebração da vida
Destaque da temporada, Fishy (2026) marca o primeiro encontro criativo de Nadav Zelner com os bailarinos da São Paulo Companhia de Dança.
Reconhecido por uma linguagem coreográfica vibrante, dinâmica e marcada por um humor particular, o artista israelense desenvolve uma criação inspirada na música indiana, universo sonoro que explora pela primeira vez em seu trabalho.
A experiência musical desperta no coreógrafo reflexões sobre unidade, pertencimento e liberdade, que se transformam em uma proposta cênica de liberação e celebração.
Em Fishy, a dança busca reconhecer diferentes estados da experiência humana, sem estabelecer uma separação rígida entre alegria e sofrimento. O movimento surge como possibilidade de expressão e convivência com sentimentos contraditórios.
“Minha intenção é lembrar ao público que a vida em si é uma celebração e que também é importante aprender a honrar e celebrar a tristeza e a dor”, afirma Nadav Zelner.
A nova coreografia amplia o repertório contemporâneo da SPCD e estabelece mais uma colaboração internacional da companhia com criadores de diferentes trajetórias e referências artísticas.
Aperture: desejo, intimidade e vulnerabilidade
Criada pelo coreógrafo Edward Clug, Aperture (2026) investiga a intimidade humana e as diferentes dinâmicas do desejo, desde sua construção e transformação até seu possível desaparecimento.
Originalmente apresentada em 2019 pelo Nederlands Dans Theater 1 (NDT1), na Holanda, a obra ganhou uma nova montagem para a São Paulo Companhia de Dança em 2026, com remontagem conduzida por Chloé Albaret.
A coreografia estabelece uma analogia entre o funcionamento da íris, que se expande e se contrai, e a abertura de uma câmera fotográfica. A partir dessa imagem, o palco torna-se um espaço de observação no qual relações de proximidade e afastamento são continuamente construídas e modificadas.
Com seis bailarinos em cena, Aperture desenvolve situações que surgem e se dissolvem por meio de um sistema de ação e reação. Cada movimento desencadeia respostas que revelam tensões, vulnerabilidades e diferentes formas de relacionamento.
A criação conta com música de Milko Lazar, figurinos de Leo Kulas, cenografia de Marko Japelj e iluminação de Tom Visser.
EST.AÇÃO: chegadas, partidas e transformação
A terceira obra do programa, EST.AÇÃO (2026), é a segunda criação da coreógrafa brasileira Lili de Grammont para a São Paulo Companhia de Dança.
A coreografia acompanha corpos em permanente deslocamento, atravessados por encontros, despedidas e forças que provocam transformações.
A dramaturgia é organizada a partir de três referências: uma estação de trem, uma estação de rádio e uma estação meteorológica.
Mais do que espaços físicos, essas estações funcionam como dispositivos para observar a experiência humana, reunindo pessoas, sinais e atmosferas em constante mudança.
Entre humor, tensão e celebração, a criação investiga as relações entre tempo, comunicação e transformação, sugerindo que a própria existência pode ser compreendida como uma sucessão de passagens e encontros temporários.
Com 14 bailarinos em cena e duração de aproximadamente 27 minutos, EST.AÇÃO tem música de Ed Côrtes, figurinos e adereços de Marco Lima e iluminação de André Boll.
A obra estreou em 2026 no Teatro Municipal Manoel Lyra, em Santa Bárbara d’Oeste, no interior de São Paulo.
Sobre a São Paulo Companhia de Dança
Criada em 2008 pelo Governo do Estado de São Paulo, a São Paulo Companhia de Dança é um corpo artístico da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerido pela Associação Pró-Dança.
Sob direção artística de Inês Bogéa e codireção de Milton Coatti, a companhia desenvolve um repertório que transita entre produções clássicas, modernas e contemporâneas, reunindo criações exclusivas e remontagens de obras de coreógrafos nacionais e internacionais.
Ao longo de sua trajetória, a SPCD já se apresentou em 22 países e aproximadamente 190 cidades, ultrapassando 1.400 apresentações e alcançando mais de 2 milhões de espectadores.
Além das temporadas e turnês, a companhia realiza projetos educativos e iniciativas dedicadas à preservação e à difusão da memória da dança, ampliando o acesso do público à produção coreográfica brasileira e internacional.
Serviço
Espetáculo: Programa Aperture, EST.AÇÃO e estreia de Fishy
Companhia: São Paulo Companhia de Dança
Coreografias: Edward Clug, Lili de Grammont e Nadav Zelner
Datas: 6 a 8 de novembro de 2026
Horários: 6 e 7 de novembro, às 20h; 8 de novembro, horário a confirmar na bilheteria do Sesc
Local: Teatro do Sesc Guarulhos
Endereço: Rua Guilherme Lino dos Santos, 1200, Jardim Flor do Campo, Guarulhos (SP)
Ingressos: R$ 60 (inteira), R$ 30 (meia-entrada) e R$ 18 (Credencial Plena Sesc)
Classificação: Livre
Vendas: On-line desde 27 de outubro e presencialmente nas bilheterias do Sesc desde 28 de outubro de 2026
Ingressos e informações: Sesc São Paulo — programação oficial
Companhia: www.spcd.com.br


