Brasileiros conquistam prêmios no Concurso Internacional de Ballet Arabesque na Rússia em abril de 2026

Foto: Wesley Santos/Divulgação

A participação brasileira no tradicional Concurso Internacional de Ballet Arabesque, realizado no Teatro de Ópera e Balé Tchaikovsky de Perm, foi marcada por importantes conquistas em 2026. Reconhecido como uma das mais relevantes competições da dança mundial, o evento reuniu talentos de diversos países entre os dias 15 e 25 de abril.

Representando o Brasil e a Escola Bolshoi, participaram os bailarinos da Cia. Jovem Bolshoi Brasil, Maria Eduarda Cabral e Wesley Santos; além do aluno do último ano de formação, Pedro Sousa.

Na categoria Júnior Masculino, Pedro Sousa conquistou o 2º lugar. Na categoria Sênior Masculino, Wesley Santos também garantiu o 2º lugar, e a bailarina Maria Eduarda Cabral conquistou o 3º lugar na categoria Sênior Feminino.

A grande final do concurso aconteceu no dia 24 de abril, com as apresentações decisivas, e a cerimônia de premiação foi realizada no dia 25, encerrando a programação oficial.

Os bailarinos brasileiros foram acompanhados pelo diretor-geral Pavel Kazarian e pela professora Thaís Diógenes.

A Escola Bolshoi mantém uma trajetória consistente na competição, com egressos premiados que hoje integram importantes companhias internacionais, como o Teatro de Ópera de Kazan e o Teatro de Samara. Para Pavel Kazarian, diretor-geral, os resultados de 2026 reforçam esse histórico e evidenciam a qualidade da formação artística desenvolvida pela instituição.

“O Concurso Arabesque é reconhecido por revelar talentos e impulsionar carreiras internacionais. É uma vitrine da dança clássica onde bailarinos podem ser vistos e contratados por excelentes companhias do mundo”.

As conquistas dos bailarinos da Escola Bolshoi reafirmam o Brasil como presença relevante no cenário internacional da dança e demonstram que investimento contínuo em formação, disciplina e desenvolvimento artístico gera resultados consistentes nos grandes palcos do mundo.


Talentos que marcaram história do Arabesque

A Escola do Teatro Bolshoi no Brasil construiu ao longo dos anos uma trajetória sólida no Arabesque, com egressos que conquistaram importantes premiações e hoje atuam em companhias de prestígio internacional:

· Amanda Gomes – 2º prêmio, atualmente Primeira Bailarina do Teatro Ópera de Kazan e Artista Homenageada do Tartaristão.
· Thaís Diógenes (2º prêmio) e Wagner Carvalho (3º prêmio) – também reconhecidos como “Melhor Dueto do Concurso”.
· Laura Vasconcelos (2º lugar) e Pedro Seara (3º lugar) – premiados como “Melhor Dueto”.
· Gabriel Lopes – além das premiações, recebeu contrato com o Teatro de Ópera e Balé de Perm, onde hoje é Primeiro Bailarino.

Outros bailarinos como Diego Cunha, Luanna Gondim, Maitê Nunes, Marcos Yago e Sayron Pereira também participaram da competição e conquistaram oportunidades internacionais, projetando suas carreiras no cenário profissional.


XIX Open Russian Ballet Competition “Arabesque”

Realizado desde 1988 no histórico Teatro de Ópera e Balé Tchaikovsky de Perm, o Concurso Arabesque é reconhecido como um dos mais importantes eventos da dança mundial. Mais do que uma competição, o encontro se consolidou como um espaço de valorização da arte, da técnica e da criatividade, reunindo bailarinos e coreógrafos de diferentes países.

Sob a liderança do mestre Vladimir Vasiliev e, desde 2012, levando o nome da renomada bailarina Ekaterina Maximova, o concurso tem como missão revelar novos talentos, impulsionar carreiras e preservar o patrimônio da dança clássica, ao mesmo tempo em que abre espaço para a dança contemporânea e a criação coreográfica.


Escola Bolshoi

A Escola do Teatro Bolshoi no Brasil é um projeto cultural em pleno desenvolvimento, cuja grandeza se verifica pela extensão social, dimensão cultural e pela abrangência educacional que alcança com seus propósitos e atividades. Uma verdadeira ponte cultural entre o Brasil e a Rússia.

Instalada na cidade de Joinville desde 15 de março de 2000, a instituição é a única extensão do Teatro Bolshoi no mundo e, pela primeira vez, o método de ensino do balé foi transferido para outro país, consolidando-se como uma das mais respeitadas formações da dança no Brasil.

A Escola é uma instituição de direito privado, sem fins lucrativos, que conta com apoio da Prefeitura de Joinville, do Governo do Estado de Santa Catarina e de parceiros e patrocinadores que contribuem para o desenvolvimento da dança no país.

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