Foto: Divulgação
A Bienal Negra de Dança do Ceará realiza, entre os dias 27 e 29 de novembro de 2025, sua primeira etapa de semeadura, trazendo uma programação intensa voltada às Danças Negras, às expressões periféricas e à produção artística presente em diferentes territórios do estado e do Brasil.
O evento começa no Centro Cultural Bom Jardim, equipamento da Rede Pública de Equipamentos Culturais do Ceará (Rece), vinculado à Secretaria da Cultura (Secult) e gerido pelo Instituto Dragão do Mar. A proposta é criar um ambiente de encontro, escuta e fortalecimento entre artistas, coletivos, pesquisadores e fazedores das Danças Negras cearenses.
Reunindo participantes de Fortaleza, Maracanaú, Russas, Trairi, Itapipoca, São Paulo, Piauí, Colômbia e Cabo Verde, a Bienal articula diálogos, lançamentos, aulas, rodas de conversa e uma mostra de dança que atravessa linguagens como house, afroancestralidades, funk, danças urbanas, dança contemporânea e práticas híbridas.
PROGRAMAÇÃO COMPLETA
27 de novembro | Centro Cultural Bom Jardim
19h – Abertura
• Espetáculo “Make it Jazzy” — Cia. Anagrama
20h30 – Lançamento de livros
• “Grafias na Pedra: Índices Evolutivos da Dança”, de Luzia Amélia
• “Ensino e Criação em Danças Afrocancestrais”, de Gerson Moreno
• “Educação das Relações Étnico-Raciais: Narrativas dos/as Estudantes da Eletiva Literatura Preta, Fortaleza/CE”, de Fran Bernardino
28 de novembro | CUCA Barra
14h – Aula Magna
• “A presença negra na dança”, com Rui Moreira
16h – Roda de Conversa “Manas Negras na Dança”
Com Pietra Black, Jhessy Mar, Liana, Nalu Coelho, Legendary Dandara
Mediação: Átila Silva
19h – Mostra de Dança (Teatro)
• “Sob o Véu” — Rito Jesus (Trairi/CE)
• “Corpo em House” — Coletivo Casa Roots
• “DISCOmpensada” — Sarah Bastos
• “YUGO” — Nodo Yara
29 de novembro | CUCA Barra
13h – Roda de Conversa “Gira: Confabular as Danças Negras e Periféricas no Ceará”
Com Gerson Moreno, Liliana Matos, Nodo Yara, Djam Neguim, Viana Júnior
15h – Mostra de Dança (Teatro)
• “A Terra Tudo Come” — Jade Pereira Ipojucan
• “Encarnado” — Lucas Linon, Mirela Santos, Vitória Teixeira e Til
• “Aparição Funkeira” — Solta o Ponto Batidão
20h30 – Festa de Encerramento (Vila 085)
• Performance “Mulher Faísca de Mundo” — Klarissa Faye
• Encerramento com discotecagem
Uma Bienal que nasce afirmando corpos, territórios e memórias
A Bienal Negra de Dança do Ceará chega como um movimento de afirmação das danças produzidas por corpos negros, periféricos e plurais, reconhecendo matrizes ancestrais, práticas urbanas, políticas de memória e estéticas insurgentes que atravessam a cena cearense.
A “semeadura” desta primeira etapa já aponta para uma Bienal que deseja construir caminhos duradouros, expandindo a dança como ferramenta de encontro, troca e fortalecimento comunitário.


