Foto de Flávia Canavarro
Escrito e dirigido por Jair Raso e protagonizado por Carlos Nunes ao lado de Carolina Cândido e Diego Krisp, com colaborações de Suely Machado (Primeiro Ato), do músico Rodrigo Borges e do cartunista LOR, “Angelin, Professor de Humor” estreia no dia 24 de abril no Teatro Feluma, em Belo Horizonte. A obra cênica é uma homenagem ao médico, escritor, zoólogo, ambientalista e professor Ângelo Machado, falecido em 2020.
O espetáculo parte de uma premissa inusitada: ao chegar às portas do paraíso, Angelin é barrado por três petições que sugerem o inferno como destino. Para entrar no céu, ele precisa montar um espetáculo sobre sua própria vida. A partir desse dispositivo, a montagem constrói uma narrativa autoficcional que revisita sua trajetória com humor, afeto e reflexão.
A trama se desenvolve com a ajuda de figuras importantes em sua história — Carlos Nunes, Jota Dângelo e Mamélia Dornelles — que, a partir da biografia de Ângelo Machado, criam as cenas que poderão garantir sua entrada no paraíso.
O texto e a direção de Jair Raso exploram diferentes dimensões do homenageado, incluindo sua relação com o Show Medicina, sua paixão pela ciência — como a glândula pineal e as libélulas —, sua produção literária e sua vida pessoal.
A montagem conta ainda com Carolina Cândido e Diego Krisp no elenco, além de uma equipe que reúne nomes relevantes da cena mineira, como Suely Machado, o cartunista LOR e o músico Rodrigo Borges.
Segundo o ator Carlos Nunes, interpretar Ângelo Machado é também revisitar uma relação artística marcada pelo humor e pela afinidade criativa. “Tem uma frase do professor que diz: ‘A vida sem humor não tem a menor graça’. Creio que não teria outra forma de homenageá-lo senão com humor e alegria”, afirma.
Para o diretor Jair Raso, o legado de Ângelo está na formação de pessoas e na capacidade de transformar adversidades em potência criativa. “Uma das facetas que mais admiro no Ângelo é transformar uma adversidade em vantagem usando como ferramenta o humor”, destaca.
🎭 Tecnologia em cena
Um dos elementos centrais da encenação é a integração de tecnologias digitais. O espetáculo incorpora cenas criadas por Inteligência Artificial projetadas em um painel de LED, além do uso de captação de imagem ao vivo (live cinema).
Apesar do uso de recursos tecnológicos, o diretor ressalta que o trabalho permanece centrado na atuação: “A tecnologia é apenas embalagem. Tudo isso tem como base o ator e o texto teatral”.
💡 Arte, ciência e formação
A montagem também dialoga com a tradição do Show Medicina, grupo teatral criado em 1954 na UFMG, que conecta arte e formação médica. Esse histórico reforça o caráter interdisciplinar do espetáculo, que atravessa ciência, educação e linguagem cênica.
🔗 Ingressos:
🎟️ SERVIÇO
📍 “Angelin, Professor de Humor”
📅 24 de abril a 10 de maio
🕗 Sexta e sábado às 20h | Domingo às 17h
🤟 Sessões acessíveis em Libras às sextas
📌 Teatro Feluma
Alameda Ezequiel Dias, 275 – 7º andar – Centro, Belo Horizonte
💲 Ingressos a partir de R$25


