Foto: Luciana Lara
A Anti Status Quo Companhia de Dança, de Brasília, apresenta QR CORPO em São Paulo, nos dias 17 e 18 de outubro de 2026, no Teatro Manás Laboratório, na Bela Vista. Criado e dirigido por Luciana Lara, o trabalho parte da pergunta “O que pode o corpo nas telas?” e levanta questões sobre como lidamos com o mundo das imagens e com a tecnologia ao nosso alcance.
As apresentações têm entrada gratuita, mediante retirada de ingressos pelo Sympla, e são acessíveis a pessoas surdas. A sessão de domingo contará também com audiodescrição tradicional e estética para pessoas com deficiência visual.
QR CORPO começou a ser gestado durante a pandemia, quando o isolamento intensificou o uso das telas. O grupo passou a pesquisar o corpo como imagem e os efeitos dessa mediação no comportamento e na subjetividade. A investigação resultou em vídeos produzidos pelos próprios bailarinos, nos quais o corpo aparece fragmentado, deformado, multiplicado ou desaparece e reaparece, sem obedecer às leis físicas do corpo presencial.
Corpos, imagens e participação do público
Na montagem, QR Codes são fixados nos corpos dos bailarinos e podem ser escaneados pelo público, que acessa os vídeos em seus próprios celulares. A plateia circula entre os intérpretes, sem uma separação convencional entre palco e público.
Em determinado momento, bailarinos e espectadores estão todos diante das telas. A situação produz uma pergunta: quem está performando?
A relação entre corpo e imagem também aparece na projeção de um bailarino sobre o próprio corpo. A imagem e o corpo físico ocupam o mesmo lugar, criando uma sobreposição entre o que é visto e o que é projetado. Em outra cena, o celular é colocado junto ao peito como um coração, numa associação entre o dispositivo e aquilo que organiza a vida cotidiana.
A ambientação sonora utiliza sons eletrônicos, e o espaço permanece exposto em sua estrutura, sem a construção de um cenário convencional. Os bailarinos usam roupas cotidianas, aproximando sua aparência da do público.
Acessibilidade integrada à pesquisa
A acessibilidade integra a pesquisa da obra. Todas as apresentações são acessíveis a pessoas surdas. No dia 18 de outubro, a sessão contará também com audiodescrição tradicional e estética para pessoas com deficiência visual.
A audiodescrição estética foi desenvolvida com consultoria de Viviane Queiroz e Kleymara Kopavnick e utiliza gravações realizadas pelos próprios bailarinos para traduzir as imagens dos vídeos a partir dos princípios da obra.
Após a apresentação de domingo, haverá bate-papo entre artistas e público com intérprete de Libras.
Sobre a companhia
Fundada em 1988, em Brasília, a Anti Status Quo Companhia de Dança tem direção artística de Luciana Lara e desenvolve trabalhos voltados à investigação do corpo, da percepção e da relação com o público.
Ao longo de sua trajetória, a companhia participou de festivais e projetos no Brasil e em países como Portugal, Sérvia, Suíça e México.
Estreado em 2023, QR CORPO já passou por Fortaleza (CE) e, após a temporada em São Paulo, segue para Salvador (BA), como parte do projeto Anti Status Quo Circulação Nacional, realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal.
Ficha técnica
Direção artística, dramaturgia e concepção: Luciana Lara
Pesquisa: Luciana Lara, com colaboração dos bailarinos
Bailarinos em cena: Carolina Hofs, Leandro Gui, Leonardo Rodrigues e Luciana Lara
Bailarinos colaboradores na criação: Déborah Alessandra, Leandro Menezes, Leonardo Rodrigues, Luciana Lara e Rebeca Damian
Criação, câmera e edição da coleção individual de vídeos: bailarinos colaboradores na criação, sob direção e dramaturgia de Luciana Lara
Desenvolvimento web para QRs: Thalita Cristina Lopes Rodovalho e Camilla Rodrigues Pereira
Artista convidado para residência artística: Marcio H Mota
Figurino: o grupo
Montagem e operação de luz e som: Lemar Rezende
Produção, ambientação sonora, desenho de luz e edição de teaser e vídeos de divulgação: Luciana Lara
Coordenação de produção, design gráfico, fotomontagens e objetos de cena: Marconi Valadares
Produção local: Corpo Rastreado
Secretária de produção do projeto: Silvana Viana
Fotos: Nityama Macrini, Luciana Lara, Paralelo 16, Mangala Bloch Tainá Melo e João Antônio
Coordenação administrativa e elaboração de projeto: Robson Castro
Consultoria especializada para audiodescrição: Viviane Queiroz
Audiodescrição estética: elenco, com consultoria de Kleymara Kopavnick e Viviane Queiroz
Locução de audiodescrição estética: elenco
Assistente de mobilização de pessoas com deficiência auditiva: Santa Surda/Amanda Gomes
Assessoria de imprensa: Canal Aberto Comunicação
Assessoria de comunicação para redes sociais: Fernando Pivotto
Projeto: Anti Status Quo Circulação Nacional
Fomento: FAC — Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal
SERVIÇO
QR CORPO — Anti Status Quo Companhia de Dança
Datas: 17 e 18 de outubro de 2026
Horários: sábado, às 20h; domingo, às 18h
Local: Teatro Manás Laboratório
Endereço: Rua Treze de Maio, 222 — Bela Vista — São Paulo/SP
Entrada: gratuita, mediante retirada de ingressos pelo Sympla
Duração: 50 minutos
Recomendação etária: 14 anos
Acessibilidade: todas as apresentações são acessíveis a pessoas surdas. A sessão de 18 de outubro terá audiodescrição tradicional e estética para pessoas com deficiência visual e bate-papo após a apresentação, com intérprete de Libras.
Recomendação ao público: levar smartphone carregado e com acesso à internet. Haverá Wi-Fi gratuito no local.
Informações sobre a companhia: @antistatusquociadedanc


