Projeto Orquídea revisita a obra de Loïe Fuller em turnê gratuita por Santa Catarina a partir de 24 de julho

Foto: Divulgação

A reinvenção da obra de Loïe Fuller, artista que ganhou destaque no início do século XX ao unir dança, efeitos visuais e sonoros em cena, inspira a criação de três artistas contemporâneas. O projeto Orquídea será apresentado gratuitamente em São Joaquim, no dia 24 de julho, e em Canelinha, no dia 26.

Se hoje é comum assistir a performances que integram diferentes linguagens artísticas, no início do século XX essa combinação era praticamente inédita. Foi justamente a capacidade de fundir dança, luz, figurino e recursos visuais que transformou a norte-americana Loïe Fuller em um dos grandes nomes de seu tempo.

Assistir à performance do projeto Orquídea também é um convite para compreender o contexto em que a artista viveu, em um período marcado pela expansão da eletricidade e pelas transformações tecnológicas que começavam a alterar a percepção da arte e da vida cotidiana.

O trabalho foi criado pelas artistas Bárbara Biscaro, Lela Martorano e Lucila Vilela. Esta não será a primeira vez que o trio compartilha sua investigação sobre Loïe Fuller.

A pesquisa que deu origem ao projeto

O ponto de partida foi a pesquisa da artista visual Lucila Vilela, que, durante o mestrado, direcionou sua investigação aos efeitos e feitos de Fuller. Posteriormente, lançou o livro A Orquídea, a Nuvem, a Borboleta, em 2020.

O título faz referência às formas criadas pela dançarina a partir dos tecidos de seus figurinos, capazes de transformar o corpo em imagens em constante mutação, uma inovação para a época.

“Loïe Fuller foi uma multiartista, símbolo da Art Nouveau e pioneira da dança moderna. Ela utilizou projeções de lanterna mágica e experimentou diferentes recursos de figurino, iluminação e cenário. Com seu traje e sua dança inovadora, criava imagens que lembravam uma orquídea, uma nuvem ou uma borboleta, figuras que inspiram o nome do nosso projeto”, explica Lucila Vilela.

O encontro entre amigas e artistas

Bárbara Biscaro, Lela Martorano e Lucila Vilela são artistas e amigas de longa data. Segundo a bailaora de flamenco Lela Martorano, o processo aconteceu de forma espontânea, justamente porque elas conhecem profundamente o trabalho umas das outras e porque suas linguagens se complementam.

“Pudemos nos aproximar das pesquisas da Loïe e transformá-las por meio do diálogo entre as nossas diferentes linguagens. É importante destacar que, em 2025, fomos contempladas com o Prêmio FIK UDESC, na categoria Arte e Processos Colaborativos, o que nos permitiu aprofundar ainda mais essa investigação artística”, comenta.

Dois anos antes da conquista do Prêmio FIK UDESC 2025, que permitiu o aprofundamento do estudo, o trio já havia concebido a primeira versão experimental de Orquídea, apresentada na terceira edição do Festival Loïe Fuller, em Florianópolis.

“O fato de sermos três artistas experientes, cada uma com uma trajetória sólida em sua área, faz com que o resultado seja uma espécie de bricolagem. O flamenco, a voz e o universo de Loïe se encontram porque nós três também nos encontramos. Sobrepomos esses materiais até que eles se transformassem em algo novo, híbrido. Essa mistura tornou o processo extremamente divertido para nós e acredito que seja justamente isso que também desperte o interesse do público”, afirma a atriz e cantora Bárbara Biscaro.

Dança, voz, figurino e cenografia

Em Orquídea, cada artista assume uma linguagem específica. O corpo e a voz se encontram com o flamenco e com as referências visuais de Loïe Fuller.

O figurino e a cenografia, elementos fundamentais na obra da artista norte-americana, ganham uma nova leitura. O traje icônico de Fuller foi recriado pelo estilista Giba Duarte, enquanto a cenografia, assinada por Elaine Nascimento, constrói o espaço simbólico onde a performance acontece.

O projeto cultural Orquídea foi selecionado pelo Prêmio Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura, edição 2025, realizado com recursos do Governo do Estado de Santa Catarina, por meio da Fundação Catarinense de Cultura.

Além de São Joaquim e Canelinha, a circulação passa por Balneário Camboriú, no dia 29 de julho, e Florianópolis, nos dias 14 de agosto e 11 de setembro.

SERVIÇO

São Joaquim

📍 Sesc São Joaquim, Rua Marcos Batista, 1040, Centro
📅 24 de julho de 2026
⏰ 19h
🎟️ Entrada gratuita

Canelinha

📍 Museu Casa Sant’Anna, Avenida Joaquim José de Santana, s/nº, Centro
📅 26 de julho de 2026
⏰ 19h
🎟️ Entrada gratuita

Balneário Camboriú

📍 Palácio das Artes, Avenida Central, 541, Centro
📅 29 de julho de 2026
⏰ 20h
🎟️ Entrada gratuita

Florianópolis

📍 CEART/UDESC, Espaço 2, Avenida Madre Benvenuta, 1907, Itacorubi
📅 14 de agosto de 2026
⏰ 19h
🎟️ Entrada gratuita

Florianópolis

📍 Teatro Carmen Fossari, UFSC, Rua Desembargador Vítor Lima, 117, Trindade
📅 11 de setembro de 2026
⏰ 20h
🎟️ Entrada gratuita

Visão geral de privacidade
Este site usa cookies para que possamos fornecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.