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O Grupo Corpo encerrou no dia 1º de março de 2026 uma bem-sucedida temporada no Walt Disney Concert Hall, em Los Angeles, onde apresentou o balé “Revolución Diamantina” ao lado da Filarmônica de Los Angeles (LA Phil). As apresentações ocorreram entre 26 de fevereiro e 1º de março, reunindo dança contemporânea e música sinfônica ao vivo em uma experiência cênica de grande impacto.
A obra foi criada especialmente para a orquestra norte-americana e teve coreografia de Rodrigo Pederneiras, em colaboração com Cassi Abranches, a partir da composição homônima da compositora mexicana Gabriela Ortiz. Sob regência do maestro Gustavo Dudamel, músicos e bailarinos compartilharam o palco, aproximando o universo da dança da música sinfônica em uma proposta artística integrada.
Dança inspirada em protestos feministas
A música “Revolución Diamantina” faz referência aos protestos feministas realizados na Cidade do México em 2019 contra a violência de gênero, conhecidos internacionalmente como “Revolução do Glitter”, quando manifestantes utilizaram glitter roxo como símbolo de resistência.
Na coreografia do Grupo Corpo, esse contexto é traduzido em movimento por meio de gestos simbólicos e imagens corporais que evocam coletividade, força e transformação social, sem recorrer a uma narrativa literal.
Diálogo entre música e movimento
Nas apresentações em Los Angeles, os bailarinos da companhia dividiram o palco com a orquestra ao vivo, criando um diálogo direto entre partitura e coreografia. O formato destacou a potência da colaboração entre artistas brasileiros e uma das orquestras mais importantes do mundo.
A concepção visual da obra contou com figurinos de Marcelo Alvarenga e Suzana Bastos, concebidos para acompanhar a dinâmica coreográfica e dialogar com o espaço do palco de concerto.
Presença brasileira em palco internacional
Fundado em 1975, em Belo Horizonte, o Grupo Corpo consolidou ao longo de cinco décadas uma trajetória internacional marcante, levando sua linguagem coreográfica singular a teatros e festivais em diversos países.
A temporada em Los Angeles reforça essa presença global e evidencia a capacidade da companhia de estabelecer parcerias artísticas de grande escala, ampliando o alcance da dança brasileira no circuito internacional.


